Indústrias brasileiras se instalam no Paraguai

SÃO PAULO – Dona da rede de varejo Riachuelo, a Guararapes instalou sua primeira confecção no Recife (PE) em 1951, tornou-se uma gigante do setor têxtil nacional e sempre concentrou sua produção no país. Até agosto deste ano, quando associou-se à Texcin, no projeto de um centro de confecção de US$ 5 milhões, e passou a produzir parte das coleções femininas no Paraguai. Outros US$ 5 milhões serão aplicados numa segunda etapa, quando a empresa deve empregar duas mil pessoas.

A Guararapes é apenas uma entre muitas empresas brasileiras que estão se instalando no Paraguai. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no momento em que o setor alerta para o risco de desindustrialização no Brasil, pelo menos 42 companhias cruzaram a fronteira e montaram operações no país vizinho. A Vale, por exemplo, adquiriu lá recentemente empresa de logística fluvial, enquanto que a catarinense Buddemeyer, fabricante de artigos de cama, mesa e banho, está instalando uma unidade têxtil. O mesmo ocorre com a InterCement, a cimenteira do grupo Camargo Corrêa, que também ergue nova fábrica em Yguazú.

riachuelo

— Mandamos para lá parte do maquinário da fábrica de Fortaleza. E enviamos tecidos e moldes. Nosso parceiro costura as roupas e fornece para nossas lojas no Brasil. O Paraguai tem o custo chinês, com o transit time (tempo de chegada no país) de Santa Catarina. Uma peça demora seis meses para chegar da China até aqui, do Paraguai chega em um dia — disse Flávio Rocha, presidente da Guararapes.

CUSTOS 39% MENORES

Já neste ano, conta o empresário, as peças feitas no Paraguai devem representar até 2% das vendas no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), outras cinco empresas já estão tocando projetos para produzir fiação e tecido no país vizinho.

— No futuro, pela proximidade, a produção paraguaia deve ocupar o espaço da China (de onde hoje vêm 40% das coleções da Riachuelo) — afirmou Rocha.

Além de incentivos fiscais, energia e mão de obra mais baratas — no caso da indústria têxtil, o custo de produção com energia e mão de obra é 39% menor que no Brasil —, as empresas procuram menos burocracia e acesso a outros mercados. O Paraguai tem acesso especial a mercados como o da União Europeia, por ser beneficiário do Sistema Geral de Preferências (SGP).

Wagner Weber, sócio-diretor da consultoria Braspar (Centro de Negócios Brasil-Paraguai), lembra ainda que as empresas que se instalam lá podem importar matéria-prima e bens de capital com isenção de impostos. E, na hora de exportar, graças a uma lei chamada Maquila, o fabricante paga apenas 1% em tributos.

— O governo paraguaio quer tornar o país em um grande polo têxtil e de autopeças da América Latina — explicou Weber.

Para o consultor fiscal e professor de direito tributário pela USP Fernando Zilvetti, essas vantagens tributárias caracterizam uma “guerra fiscal permitida”, já que no Paraguai há um único imposto sobre consumo (IVA), enquanto que no Brasil paga-se IPI, ICMS, PIS e Confins sobre os produtos.

— Dos países do Mercosul, só o Brasil não tem imposto único sobre consumo, e com os incentivos e isenções às importações, é muito mais barato produzir lá.

Além disso, observa Zilvetti, nos últimos anos aumentou a segurança nas estradas do país, o que significou redução nos preços dos fretes. A posse do novo presidente, o conservador Horacio Cartes, em 2013, acrescenta Zilvetti, trouxe mais segurança jurídica e despertou a atenção dos brasileiros:

— O atual governo trouxe maior estabilidade, criou polos de desenvolvimento e aumentou a segurança para quem transporta produtos. Sem os altos riscos do frete, e num ambiente jurídico mais estável, o Paraguai passou a ser a melhor opção, porque é como produzir no Paraná em termos de distância dos grandes centros de consumo do Sul e do Sudeste (do Brasil). O Uruguai e a Argentina têm custo logístico muito maior.

Para o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), o deslocamento de parte da produção nacional e a geração de empregos no Paraguai “não significam que unidades serão fechadas” e postos de trabalho serão cortados aqui. A “integração produtiva”, segundo a pasta, estimula a maior competitividade das empresas brasileiras, o que lhes permite “preservar os níveis de produção” e “asseguram os empregos no Brasil”.

MISSÕES DE EMPRESÁRIOS

Em agosto, junto com a CNI, o ministério participou da quinta missão de empresários brasileiros ao Paraguai, tendo o próprio ministro, Armando Monteiro Neto, liderado um grupo de executivos de 79 empresas nacionais de diferentes setores. Foi a quinta missão organizada pela CNI desde 2012. Ao todo, 700 empresários participaram dessas missões.

— Nas cinco missões da CNI desde 2012, cerca de 700 empresários participaram e 42 empresas decidiram se instalar no país — contou Sarah Saldanha, gerente de internacionalização da CNI.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/negocios/industrias-brasileiras-se-instalam-no-paraguai-17744359#ixzz4DJAb1Zil
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Refugiados sírios durante atendimento médico no Hospital da Universidade Santo Amaro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Brasil facilita a revalidação de diplomas estrangeiros

Ao simplificar a revalidação de diplomas, a nova resolução do Ministério da Educação – datada de 11 de maio – pretende facilitar o acesso de refugiados ao ensino superior, destacou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

No último dia 11 de maio, o Ministério da Educação aprovou uma resolução que trata da revalidação, por parte de todas as universidades públicas brasileiras, de diplomas de cursos de graduação e do reconhecimento de diplomas de mestrado ou doutorado expedidos por universidades estrangeiras.

Ao simplificar a revalidação de diplomas, a nova resolução pretende facilitar o acesso de refugiados ao ensino superior, destacou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A resolução fixa parâmetros e estabelece prazos máximos para o procedimento de revalidação. Prevê ainda que refugiados no Brasil que não estejam de posse da documentação requerida para a revalidação, migrantes indocumentados e outros casos poderão ser submetidos à prova de conhecimentos, conteúdos e habilidades relativas ao curso completo, como forma exclusiva de avaliação destinada ao processo de revalidação.

Para o então secretário nacional de Justiça, Beto Vasconcelos, “a nova Resolução, aprovada pelo Ministério da Educação, soma-se a outros esforços do governo de promover políticas de integração local, de geração de renda e de promoção da autonomia dos migrantes e refugiados, como também é o caso do Projeto Refugiado Empreendedor, executado em parceria com o SEBRAE”.

Potencial de negócios do Paraguai é apresentado a empresários em Foz

As principais autoridades da área econômica do governo do Paraguai estiveram nesta quarta-feira (4) em Foz do Iguaçu para apresentar o cenário para investimentos industriais no país vizinho, durante a última reunião no ano do Conselho de Desenvolvimento de Foz do Iguaçu (Codefoz). A apresentação ocorreu no Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu Binacional e contou com a participação das principais instituições dos setores industrial, agropecuário e comercial do Paraná.

Empresários como Marcus Vinícius Gimenes, diretor do Sindimetal de Londrina, e Flávio Montenegro Balan, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), se disseram convencidos do bom momento que vive a economia paraguaia e da oportunidade que ela representa para investidores brasileiros. E não apenas pela apresentação no Codefoz.

“A gente tinha aquela impressão do Paraguai dessa primeira avenida logo após a Ponte da Amizade. Mas isso é um preconceito superado. O país é muito competitivo, principalmente em relação aos custos trabalhistas, tributos e preços de energia. O governo tem projetos interessantes como a zona franca, maquila e capacitação de mão-de-obra”, afirma Gimenes.

Ele esteve recentemente em uma missão empresarial com 12 empresários da região de Londrina e pretende retornar em breve. “Aqui no Paraná, Londrina saiu na frente nessa aproximação com o Paraguai. A gente vê que há um ambiente muito bom para os negócios. É um país que hoje está focado na industrialização”, completou Balan.

A apresentação sobre o cenário econômico foi conduzida pelo presidente do Banco Central, Carlos Gustavo Valdovinos, o ministro da Indústria e Comércio, Gustavo Leite, e o ministro da Fazenda, Germán Rojas. Segundo eles, são várias as razões que justificam o otimismo com a economia do país vizinho.

Desde 2003, o Paraguai vem apresentando um crescimento constante, com uma média de 4,8% ao ano. Diferentemente do Brasil, a expectativa de crescimento tem sido revisada para mais. Para este ano, por exemplo, era de 9%, mas o país dever ter um incremento de 13,6% do PIB.

O país tem uma inflação estável, de 5% ao ano, nos últimos 20 anos. Segundo Valdovinos, avaliações externas, como um estudo da FGV, por exemplo, indicam que o Paraguai tem o melhor clima econômico entre os países do Mercosul. E o país vem melhorando gradativamente sua classificação no ranking de risco de agências como Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch. Contribui para isso o fato de hoje o país contar com uma Lei de Responsabilidade Pública (semelhante à Lei de Responsabilidade Fiscal brasileira).

Um dos desafios do país é superar a forte dependência da agricultura e, consequentemente, dos fatores climáticos. Porém, o bom desempenho desse setor fazem do Paraguai, hoje, o primeiro exportador mundial de açúcar orgânico, o quarto de soja, o sétimo de milho e o sexto de carne bovina.

Para incrementar a participação industrial, duas das principais estratégias são a melhoria da infra-estrutura e a qualificação de mão-de-obra. Nesse sentido, a inauguração da nova linha de transmissão de 500 kV entre Itaipu e Villa Hayes, na grande Assunção, representa um incremento na disponibilidade de energia. O Paraguai dispõe hoje de 1.390 MW (o equivalente a uma usina hidrelétrica de porte médio como Salto Santiago ou Água Vermelha) livres para atender novos investimentos industriais.

“Outro ponto importante sobre a força laboral é que 73% da população tem menos de 34 anos e temos o menor custo laboral do Mercosul”, assegurou Gustavo Leite. “A isso se somam acordos comerciais. Em 2014, por exemplo, seremos o único país do Mercosul com acesso preferencial à União Europeia”, acrescentou o ministro que apontou as atividades industriais eletrointensivas, reflorestamento e logística como os setores com maior atratividade para investimentos brasileiros.

A reunião do Codefoz foi comandada pelo presidente do Codefoz, Danilo Vendrúscolo, e contou também com a participação dos diretores-gerais da Itaipu, James Spalding (Paraguai) e Jorge Samek (Brasil), e do governador de Alto Paraná (Paraguai), Justo Aricio Zacarias Irun.

“A aproximação política entre os países também é um fator importante. O presidente (Horácio) Cartes e a presidente Dilma se encontraram já cinco vezes nos últimos três meses”, lembrou Samek. “Enfim, temos um alinhamento das forças políticas e econômicas que contribuem para uma maior integração entre os dois países”.

 

Fuente: Itaipu Binacional

Paraguay tiene la oportunidad de crecer sin cometer los errores de sus vecinos

Mario López, el ingeniero de origen guatemalteco y dueño de  “Paseo La Galería”, producto de la mayor inversión privada extranjera que se radica en el país, habla en una nota concedida al periodista del diario ABC Color sobre la economía paraguaya, las ventajas de hacer negocios y las oportunidades que tiene el país en un momento de mayor auge a nivel regional y aseguró “Paraguay tiene la oportunidad de crecer sin cometer los errores de sus vecinos”.

No en vano los países vecinos hablan de “el milagro de Paraguay”,  aquel país chiquito, indefenso y dependiente, hoy se proyecta como la meca de Sudamérica. A pesar de los conflictos internos, las inversiones no paran, tal es así que “Paseo la Galería” se inaugura hoy.

Con una  con una inversión de 200 millones de dólares, de más de 250.000 metros cuadrados,  dos torres de 25 pisos  y en el mejor lugar de Asunción.

¿Por qué el nombre “Paseo la Galería”? “Los centros comerciales modernos ya no son lugares para ir a comprar, sino para ir a pasear, a divertirse y, además, comprar”, mencionó el ingeniero.

Además de calificar a Paraguay como una gran oportunidad, mencionó que la moneda tenía como doce años de no moverse, la macroeconomía estaba muy bien, el crecimiento del Producto Interno Bruto llegó hasta el 14%, eso era increíble, la situación era muy especial y lo sigue siendo y son  los factores  que influyeron  que hoy puedan invertir, sostuvo.

Paraguai se repagina e vira chamariz para empresas brasileiras

Brasil foi o maior investidor no vizinho nos últimos três anos; sistema tributário mais simples e custos menores aceleram crescimento do país, que recebe elogios até do FMI

A soma de benefícios fiscais, baixos custos de energia e de mão de obra e estabilidade das regras para investimento, entre outros fatores, tem feito o Paraguai se transformar em «rota de fuga» para empresas brasileiras que querem ampliar seus investimentos. Camargo Correa, JBS, Riachuelo, Vale, Bourbon, Eurofarma e Buddemeyer estão entre as companhias que encontraram no país vizinho uma opção de crescimento.

A lista inclui empresas que, seja por causa da alta carga tributária, da burocracia, da letargia atual da economia brasileira ou por outros motivos, têm dificuldades de investir no Brasil. De acordo com dados do Banco Central do Paraguai, os investimentos brasileiros no país somaram 403 milhões de dólares no triênio 2012-2014. Isso fez do Brasil o país com maior volume de investimento em terras paraguaias nesse período. Se considerados os investimentos em estoque, que incluem aportes feitos no passado, o Brasil aparece em segundo lugar, com 856 milhões de dólares no fim de 2014, atrás apenas dos Estados Unidos.

Entre os grandes empreendimentos que devem ser inaugurados nos próximos meses está um frigorífico da JBS, em construção no distrito de Concepción, no centro do país. O projeto, que conta com 800 trabalhadores na obra, teve investimentos de cerca de 60 milhões de dólares, com previsão de empregar 1 500 trabalhadores no início de suas atividades, no ano que vem. A lista inclui também a possível duplicação da capacidade de uma fábrica da Intercement, que tem como acionista a construtora brasileira Camargo Correa. O projeto teve investimentos de cerca de 150 milhões de dólares – o maior do Brasil feito no Paraguai – e ajudou a Intercement a deter 40% do mercado de cimentos do país vizinho.

No mês passado, a Riachuelo inaugurou uma fábrica de roupas em parceria com o empresário paraguaio Andres Gwinn, em um projeto que demandou investimentos de 5 milhões de dólares. Sob um acordo de exclusividade, a empresa brasileira forneceu maquinário e matéria-prima à unidade, que fica próxima ao aeroporto de Assunção. A fábrica emprega 300 funcionários atualmente, com previsão de ampliação para 1 200 até 2017. «A legislação paraguaia é muito amigável para a importação de matéria-prima, o que torna o nosso negócio competitivo», diz Flávio Rocha, presidente da companhia. «O Paraguai possui custos atraentes perto dos da China, e o tempo de reprodução é rápido.» A fábrica tem capacidade para produzir 1 milhão de peças por ano.

A «diplomacia empresarial» só tem feito crescer nos últimos anos. Executivos brasileiros visitam o país em expedições realizadas quase todo o mês. A última, ocorrida no início de setembro, reuniu mais de 90 empresários e contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. No encontro, discutiu-se a possibilidade de construir um polo automotivo em Ciudad del Este.

Quem faz essa espécie de ponte entre os empresários daqui e os de lá é o adido comercial do Paraguai no Brasil, Sebastian Bogado, funcionário da agência de Exportações e Investimentos do Paraguai (Rediex). Residindo no Brasil há cinco anos, ele conta que tem trabalhado «como nunca» nos últimos dois anos. «Não param de me contatar», afirma.

O trabalho de Bogado consiste em percorrer o Brasil para apresentar o Paraguai como um «trampolim para internacionalização», «plataforma de exportação» e de «consolidação» para as empresas. As reuniões são intermediadas por sindicatos, federações do comércio e indústria dos estados e associações setoriais, como de metalurgia, plástico, têxtil e brinquedos. «Eu dou exemplos de sucesso de empresas brasileiras e apresento as vantagens do país e as condições que oferecemos para os investimentos. Queremos mostrar que o Paraguai é uma opção viável, um país super sério», diz.

Wagner Weber, presidente da Braspar, consultoria que há 21 anos faz interlocução entre empresas brasileiras que querem ir para o Paraguai, diz que nunca trabalhou tanto como agora. «No ano passado, de dez empresas que nos procuravam, três fechavam negócio. Atualmente, de dez, oito fecham», afirma. «O Paraguai, com custos menores, é um país estruturado para o trabalho, que faz com que as empresas cresçam com rapidez.»

Muitas vezes tido pelos brasileiros como sinônimo de economia informal, o Paraguai é, hoje, um bolsão de crescimento em uma região que cresce pouco. A economia paraguaia vançou 14,3% em 2013 e 4,38% em 2014 – e, segundo o FMI, deve avançar 4% tanto neste ano como em 2016. Além disso, a inflação no país está controlada, na casa dos 4%, e o desemprego segue trajetória de queda. O PIB brasileiro, em contrapartida, praticamente inerte em 2014, deve recuar 3% em 2015 e 1% em 2016. Inflação (que deve passar de 9% em 2015) e desemprego (que já passou de 7% neste ano) seguem rota ascendente.

Uma das provas de que o Paraguai já é visto com outros olhos pelo mundo ocorreu há duas semanas. Em apresentação do último relatório do FMI, em Lima, no Peru, o dirigente do fundo Alejandro Werner desfiou elogios às políticas monetária e fiscal do país. Na ocasião, ainda indicou que o Paraguai só não crescerá mais neste ano por causa da situação complicada em que se encontram os vizinhos Brasil e Venezuela.

Presidente-empresário – O empenho do Paraguai em se promover fora de seu território faz parte da estratégia do governo do presidente Horacio Cartes, eleito em 2013. Um dos homens mais ricos do país e dono de mais de uma dezena de empresas, Cartes não esconde seu plano de transformar o Paraguai num «país-empresa», com uma gestão centrada em menos burocracia e mais eficiência.

«O presidente Horacio Cartes é um grande empresário paraguaio. Ele assumiu o governo com a visão de atrair investimentos estrangeiros», disse ao site de VEJA o embaixador do Brasil no Paraguai, José Eduardo Felicio. «Foram propostas por esse governo novas leis de proteção de investimentos e de parcerias público-privadas. Tem havido o cuidado de melhorar o ambiente de negócios e a segurança jurídica.»

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai, Mauro Blumenthal Silka, citou que logo no começo da gestão de Cartes foram sancionadas duas leis que facilitaram os negócios: a lei de responsabilidade fiscal – que fixa o limite de déficit fiscal em 1,5% do PIB – e a lei de Parcerias Público-Privadas (PPP), voltada a obras de infraestrutura. «Essas duas leis colaboraram para que a agência Moody’s melhorasse a avaliação do Paraguai de Ba3 a Ba2 em janeiro de 2014, alterando a perspectiva de ‘estável’ para ‘positiva'», diz Silka. Em janeiro deste ano, outra agência de risco, a Fitch, elevou a qualificação da dívida soberana do Paraguai de BB- a BB, com perspectiva estável.

No início de outubro, o governo paraguaio deu mais detalhes sobre um megaprojeto de infraestrutura no valor de 1,1 bilhão de dólares. Entre as obras anunciadas está uma segunda ponte de ligação entre o Brasil e o Paraguai, a «ponte da Solidariedade». A obra foi avaliada em 212 milhões de dólares. Por ora, a única ponte que liga os dois países é da Amizade, conhecida rota de passagem dos chamados sacoleiros.

Um dos mais expressivos fatores de atração do país é a Lei da Maquila. Regulamentada em 2000 e inspirada no modelo mexicano, o regime permite que as empresas estrangeiras importem maquinários e insumos, desde que o produto final seja vendido para fora do Paraguai, por uma alíquota única de 1%. Atualmente, existem cerca de 100 maquiladoras no país, sendo que a metade delas é de capital brasileiro, diz o adido Sebastian Bogado.

Além dessa lei, o Paraguai oferece às empresas uma vantagem que o Brasil não dispõe mais desde o ano passado. O país integra o Sistema Geral de Preferência europeu, que concede benefícios fiscais para produtos exportados por nações de renda baixa. O Brasil foi excluído do programa por não ser considerado mais pobre. Assim, quem exporta do Paraguai tem acesso ao mercado europeu com tarifa zero. «É uma ferramenta que coloca o seu produto no mundo», diz Sarah Nogueira, gerente de serviços de Internacionalização da Companhia Nacional da Indústria (CNI), Sarah Saldanha.

O diretor financeiro da Buddemeyer, tradicional fabricantes de toalhas, Evandro Miller de Castro, tem na ponta da língua a longa lista de vantagens oferecidas pelo Paraguai. «Lá a legislação fiscal é de uma simplicidade fiscal sem tamanho. A lei trabalhista é muito melhor. A inflação deles é de 2% ao ano. Há dez anos que não há aumento de tarifa na energia elétrica. Pela lei da Maquila, você ainda importa matéria-prima sem imposto», diz. O executivo também não segura a língua na hora de se queixar do ambiente de negócios no Brasil. «A maçaroca fiscal daqui é um horror, intolerável, é um ambiente antinegócios. Ainda tem o inferno astral que você passa para fechar o balanço fiscal da empresa».

A Buddemeyer tem uma fornecedora no Paraguai há pelos menos dez anos. Em 2015, a companhia, fundada em 1952 em São Bento do Sul (SC), resolveu se fundir com a parceira estrangeira. Juntas, elas ergueram uma fábrica no país. Castro não revela detalhes sobre a fusão, como o endereço da nova instalação e o valor do negócio, mas confirma que a empresa pretende ampliar os seus negócios no Paraguai. «Se eu contar, amanhã vai ter um monte de concorrente do meu lado».

O salário mínimo no Paraguai é de 1,8 milhão de guaranis (quase 1 200 reais), e os encargos sociais são bem menores que os brasileiros. O empregador não precisa desembolsar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e as férias renumeradas são de 12 dias para os primeiros cinco anos trabalhados. Tirando o Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica, no Paraguai, cobra-se dos empresários apenas o Imposto sobre Valor Agregado, o IVA, que se equipara a três impostos (PIS, Cofins e ICMS) cobrados no Brasil.

Mas nem tudo são mil maravilhas. O que ainda deixa as empresas com um pé atrás é o bitributarismo – as companhias que atuam tanto aqui como lá precisam pagar imposto nos dois países. Por isso, a questão já faz parte da agenda a ser tratada entre as duas nações. O dólar valorizado em relação ao real também leva as empresas brasileiras a se afastar de despesas em moeda estrangeira. «Mas o guarani também tem caído. E daí surge a necessidade de as companhias pensarem em exportar mais, pois elas vão começar a ganhar em dólar», afirma Sarah Saldanha, da CNI. «Mesmo com o dólar a quatro reais, se você faz as contas, ainda compensa», reforça Castro, da Buddemeyer.

Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) publicada em julho deste ano, o Paraguai desponta com a maior pontuação entre os países da América do Sul no indicador de clima econômico (ICE) dos últimos quatro trimestres, com 120 pontos. No mesmo ranking, o Brasil está na penúltima colocação, à frente da Venezuela, com 55 pontos.

Estudantes que trocaram MS pelo Paraguai têm vida de «bacana» em Assunção

Em um sábado de balada em Assunção, os mais animados estão no grupo de universitários brasileiros. Eles andam pela festa como quem domina o pedaço. A maioria muito jovem, bonita e bem vestida, que não parece ter motivos para reclamar.

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Eles trocaram o Brasil pelo Paraguai para fazer Medicina em uma das 10 universidades que oferecem o curso do outro lado da fronteira e conseguem curtir muito mais a vida com muito menos dinheiro. São privilegiados em um país pobre.

“Gasto no máximo R$ 1,5 mil por mês. Isso com tudo que tenho direito, até comprando roupas. Para ter essa vida no Brasil, gastaria o dobro”, explica Iago Andrade, de 18 anos. Depois de 6 meses de cursinho e nenhuma aprovação no Brasil, ele partiu para Assunção. “Tem gente aqui até de Tocantins”, comenta.

Na cidade, arrumou uma namorada, também brasileira e estudante de Medicina. Loirinha e linda, Andressa Santos é filha de agricultores do interior do Paraná e só optou pela mudança radical depois de não conseguir vaga em 2 universidades brasileiras.

Além da disputa praticamente desumana por uma vaga aqui, o pagamento de um universidade particular é inviável, primeiro pela mensalidade, depois porque a maioria fica longe de casa e a mudança de cidade demanda custos extras.

Já no Paraguai, no primeiro ano do curso, Andressa divide casa com outros 4 amigos, pelo custo de R$ 250,00 ao mês para cada um. No cinema, os ingressos custam de R$ 7,00 a R$ 20,00, outra economia em relação ao Brasil. “Na academia são mais R$ 75,00”, soma a jovem de 18 anos. Mas é a mensalidade o maior atrativo, cerca de R$ 400,00 de ínicio, contra R$ 5 mil, pelo menos, em solo brasileiro.

Um dos colegas a dividir o aluguel é Henrique, um rapaz gente boa que ao terminar o Ensino Médio também se mudou para Assunção fazendo o mesmo caminho da irmã. “Tenho família em Ponta Porã, então já conhecia bem o Paraguai. Aqui é tudo muito bom, só tem alguns abusos contra brasileiros às vezes, por isso a gente tenta falar sempre em espanhol”.

De Dourados, Nova Andradina, Ponta Porã, Jardim, Campo Grande e Paraná, estudantes chegam em peso ao Paraguai. Primeiro, por conta da faculdade que não cobra nem vestibular, apenas a matricula. Só a universidade nacional (pública) e outra faculdade católica têm exames de admissão, mas a última não recebe estrangeiros.

Com o tempo, os estudantes descobrem muitas outras vantagens. Mais velho, aos 25 anos Lucas Jaques tentou primeiro Buenos Aires. Cursou Veterinária por um ano, não gostou e acabou em Assunção. “O que mais gosto aqui é a tranquilidade. É uma cidade pequena, não vejo crimes, assaltos. O paraguaio gosta muito do brasileiro. Lá na Argentina é bem mais complicado”, justifica.

Andressa saiu do interior do Paraná para estudar em Assunção.Andressa saiu do interior do Paraná para estudar em Assunção.

Maduro – Para Artur Ovando, a escolha ocorreu há 6 anos. Prestes a se formar na Unida (Universidad de la Integración de las Américas), ele diz que nunca teve dúvidas sobre a decisão de estudar em Assunção. De Jardim, terra natal, já saiu para morar em 8 cidades. Também fez Veterinária, mas só agora, aos 29 anos, diz estar convicto sobre o futuro. “Escutava muita coisa negativa sobre o Paraguai, mas desde que cheguei tenho boa impressão sobre o país”.

Segundo ele, mais de 100 brasileiros chegam todos os anos para tentar a faculdade de Medicina, mas a maioria desiste quando descobre que a rotina é bem puxada. “Ficam só uns 10. Eles acham que é fácil porque não tem vestibular, mas é bem difícil seguir em frente. Só quem está aqui vê o quanto é séria a formação”, garante.

O início é de aulas das 8h às 18h, depois os alunos passam a misturar pratica com alguns créditos teóricos. Quando começar a residência, o aluno tem de estar entre os primeiros na turma para ter direito a escolher a especialidade, o que significa manter média alta durante todo o curso.

O custo de vida é outro bom motivo para uma vida longe de Campo Grande. De aluguel, Artur paga R$ 600,00 em um apartamento mobiliado e bem localizado. Quando chegou, não tinha carro e com R$ 8 mil comprou recentemente um completo, automático. De alimentação são mais R$ 25,00 por dia. «Isso porque como nos melhores lugares, poderia economizar muito mais», explica. Fã de música clássica, também elogia a quantidade de atrações culturais, muitas de graça. Na faculdade, em estágio avançado, pagará neste mês só R$ 1,1 mil.

Por tudo isso, não cogita a possibilidade de retornar ao Brasil depois da conclusão do curso. Hoje está muito bem adaptado. Só alguns «eventos» ainda provocam espanto. «O transporte coletivo é muito precário, mas custa R$ 1,00, nem dá para reclamar. Mesmo assim, há algum tempo, um grupo se crucificou de verdade, exigindo redução da tarifa», lembra.

 

Artur já está se formando.Artur já está se formando.

Artur é do tipo que aproveita as horas de folga para explorar a região e conhecer costumes. Adora empanada e Chipaguaçu, pratos típicos. Mas não é todo elogios a Assunção. Critica o trânsito caótico, a sujeira, mas é otimista. “As coisas estão mudando aos poucos. Antes, ninguém nem andava de cinto de segurança aqui. Mas campanhas têm mudado isso”. Ainda assim considera estranha, por exemplo, a forma como um jovem consegue habilitação para dirigir. «Não tem nem teste de direção», explica.

O universitário também reclama que não há lixeiras pela cidade e dia desses deu até uma de repórter, enviando foto e informações ao jornal ABC Color, um dos mais importantes do Paraguai, para denunciar o desleixo. “Passei depois e tinham resolvido o problema”, conta.

Ele considera o povo paraguaio “companheiro”, uma conclusão depois de boas surpresas. “Um dia meu carro ficou sem gasolina. Passaram 2 caras em uma moto, dei dinheiro para eles comprarem para mim e eles voltaram com o combustível”.

Até time do coração Artur já definiu, é «Libertad» do Paraguai. Torcedor do São Paulo, descobriu a nova paixão em 2011, quando os paraguaios eliminaram justamente o time brasileiro na copa Sulamericana. «Nem fiquei triste. Quando vi, já era Libertad».

Sobre o preconceito com quem tem um diploma paraguaio, Artur diz que sabe que vai enfrentar isso, mas não tem medo. «Nunca vou negar ou esconder o lugar onde estudei, porque confio na minha formação», justifica.

Medicina no Paraguai está sendo a melhor opção para brasileiros interessados em estudar no exterior

Medicina no Paraguai atrai milhares de brasileiros interessados em realizar o sonho de ser médico.

Cursar Medicina no Paraguai tem se tornado a melhor opção para os brasileiros que desejam realizar esse sonho, uma vez que este é um país muito hospitaleiro que oferece uma ótima qualidade de vida, a parte de todo o desempenho no aprimoramento de suas Universidades para atender estudantes estrangeiros, não só pensando em acadêmicos nativos, mas também se adequando aos requisitos necessários para a formação em Medicina de outros países, em específico, Brasil.

A cidade de Coronel Oviedo que se localiza a 170 KM da Cidade de Leste e a 350 KM de Pedro Juan Caballero, no estado de Caaguasu, região central do Paraguai, conta com uma Universidade diferenciada e exclusiva, preocupada em oferecer aos estudantes estrangeiros a mais capacitada formação em medicina do país. A UPG (Universidade Privada de Guairá), é uma Universidade instalada a mais de sete anos na cidade de Coronel Oviedo, devidamente reconhecida pelo MEC e autorizada pelo governo Nacional do Paraguai, fato este muito importante na hora de escolher para cursar uma instituição de ensino no exterior, além de ter uma estrutura física de excelentíssima qualidade no que diz respeito ao conforto (ambientes harmoniosos e agradáveis, salas amplas, climatizadas com cadeiras anatômicas, bebedouros industrias e muito mais.) e a toda equipagem necessária para um curso de Medicina altamente qualificado (laboratório de Anatomia com bonecos anatômicos e peças cadavéricas, Osteoteca, Biblioteca, laboratórios de Histologia e Microbiologia e equipamentos de última geração como: microscópios ópticos e computadores.). Mas é pela sua grade curricular que a Universidade UPG se torna cada vez mais atrativa e requisitada pelos estudantes brasileiros, pois oferece no curso, disciplinas como Medicina Familiar, Saúde Pública Mercosul, englobando temas como SUS, o que além de inédito em cursos de Medicina no exterior, vem ao encontro útil e imprescindível do estudante brasileiro que pretende regressar ao Brasil e prestar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. Importante também infomar, que para acadêmicos portadores de diploma na área de saúde, o ingresso ao curso de Medicina pode ser iniciado no 2º ano, uma vez convalidadas as disciplinas comuns já cursadas em suas devidas formações.

No que diz respeito a equipe acadêmica da Universidade, nosso atendimento é voltado para oferecer ao aluno todo o suporte necessário e requerido pelo próprio, um atendimento feito com clareza de informações e totalmente humanizado, pois para a UPG, o aluno não faz parte somente da clientela de uma instituição privada, mas diferencialmente, de um conjunto, no qual, profissionais capacitados e alunos possam tornar o sonho da Medicina, uma realidade satisfatória e feliz.

Para tanto sucesso, segundo a Diretora Geral da Universidade, Dra. Aparicia Gomez, a UPG conta com o trabalho talentoso e compromissado do coordenador do curso de Medicina, o Lic. Karlos Bernardo, brasileiro naturalizado paraguaio e principal referência em todo país, quando se fala em curso de Medicina para estrangeiros no Paraguai. O influente trabalho de Karlos Bernardo em outras Universidades do Paraguai o fez conhecido por muitos estudantes brasileiros que já cursavam medicina em outros países como Bolívia e Argentina, isso fez com que muitos destes estudantes optassem por transferir seu curso para o Paraguai e essa migração vem crescendo a cada dia. Atualmente o Paraguai vem em primeiro lugar na lista de brasileiros em busca da realização de um projeto de vida, que é a formação em Medicina, não só pelas condições financeiras mais acessíveis, mas pela hospitalidade, já citada acima, pela qualidade do curso, como oferece a UPG e pela essencial e familiar fonte de acesso a todas e quaisquer informações que se pode obter por meio do coordenador Karlos Bernardo, uma vez que este também é brasileiro e um dia veio ao Paraguai em busca de um sonho comum ao de tantos.

Popularmente falando – parece bom demais para ser verdade? – a UPG convida você a conhecer nossa Universidade, comprovar com seus próprios olhos e modestamente o convida também a acessar nossas fontes de informação – Fone (67) 9677-0757, WhatsApp: +595 983 798050, E-mail: medicinakarlos@gmail.com. – para melhor informa-lo num primeiro contato, e assim esperarmos sua visita e com grande satisfação fazer de você, que não só sonha, mas também luta por seus objetivos, estudante de sucesso da UPG e ao final Médico capacitado e humanizado.

Novos Cursos 2015

Core values are the fundamental beliefs of a person or organization. The core values are the guiding principles that dictate behavior and action. Core values can help people to know what is right from wrong; they can help companies to determine if they are on the right path and fulfilling their business goals; and they create an unwavering and unchanging guide. There are many different types of core values and many different examples of core values depending upon the context.

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